Mobile marketing enfrenta as empresas



Nada mais íntimo e pessoal hoje do que um smartphone. No mundo idealizado da grande parte dos usuários, uma mensagem recebida por dispositivo, via SMS ou WhatsAPP, deveria ter como remetente alguém ao qual você já se relacione, seja um amigo, familiar ou colega de trabalho. 

Ao contrário deste pensamento de intimidade das pessoas com seus dispositivos, empresas que procuram se posicionar no mercado enxergam os celulares como oportunidade para se aproximar de seus clientes. 

O resultado disso é que cada dia mais propagandas estão sendo enviadas aos usuários oferecendo promoções de loja, seguros de carro e venda de imóveis sem mesmo o usuário ter se cadastrado em algum site ou newsletter. Mensagens sem mesmo solicitadas, e que muitas vezes, são recebidas em momentos impróprios, como finais de semana. 

O WhastApp é um dos canais mais visados por essas empresas. 89% dos usuários brasileiros possuem participação ativa no APP, assim atraindo os olhares das empresas tem pela rede de comunicação aponta uma pesquisa realizada recentemente pela Opinion Box.

A FluidObjects já oferece essa integração dentro da plataforma, integrando o aplicativo a sua empresa para envio de mensagem em massa. 

Nem precisamos mencionar que analistas em mobile marketing ainda possuem objeções quanto a este tipo de iniciativa. "Eu entendo que o alcance é gigantesco e que isso é tentador para as empresas. Mas algumas ações são absolutamente invasivas, como enviar mensagens promocionais pelo WhatsApp", comenta Cesar Paz fundador e presidente do Conselho da AG2 Nurun.

Isso não significa que você deva descartar essa possibilidade, existem outros meios de melhorar a comunicação com seu cliente através desta integração. Isso significa disponibilizar o contato ao cliente para que ele se sinta a vontade de entrar em contato, quando tiver dúvidas sobre produtos ou serviços, antes ou depois de realizar a compra. 

Entender que o mobile é maneira mais próxima de chegar perto dos consumidores é um dos pontos cruciais para as companhias, alerta a diretora de desenvolvimento de negócios para América Latina da Mobile Marketing Association, Thais Schauff. O passo seguinte é, justamente, adotar uma estratégia coerente e cuidadosa.

"O smartphone é algo tão pessoal que realizar uma ação de massa por ali é até contraditório", diz. Um caminho para as empresas é aproveitar todos os recursos que a mobilidade oferece para entender quem é o público com o qual vai se relacionar e o melhor momento para isso.

Thais cita alguns cases bem-sucedidos, como o de uma marca de maionese que criou uma campanha em que os consumidores eram estimulados a tirar uma foto dos produtos que tinham dentro da geladeira e mandar por WhatsApp. Do outro lado da tela, tinha uma chef que sugeria uma receita para a pessoa fazer para o almoço usando esses produtos. 

Outro bom exemplo foi uma ação do Dia dos Namorados, em que um fabricante de chocolate disponibilizou um consultor no aplicativo para sugerir presentes e locais para a pessoa levar o seu amado. "Ações one to one não são altamente escaláveis, mas, se bem-desenvolvidas, podem gerar um grande engajamento com a marca", observa.
Internet revoluciona as marcas

Estudar e testar novos modelos deve fazer parte do dia a dia das empresas que estão em busca de uma boa estratégia de mobile marketing. Afinal, esse é um mundo novo de oportunidades que está se apresentando para as companhias, e não há tempo a perder. O consultor de marketing digital Cesar Paz observa que, até 2005, a natureza móvel e social do ser humano não apresentava nada de muito inovador do ponto de vista da comunicação aplicada à publicidade. Mas esse cenário mudou. "Com a explosão do acesso aos smartphones e as redes sociais, embarcamos em algo absolutamente transformador. O mobile é o grande divisor de águas no processo de construção de ambiente de internet em que as pessoas possam interagir com os conteúdos das empresas", comenta.

A diretora de desenvolvimento de negócios para América Latina da Mobile Marketing Association, Thais Schauff, relata que é muito importante para as marcas ter uma visão clara do comportamento dos usuários para conseguirem aproveitar os recursos e funcionalidades para tornar as ações de mobile marketing muito eficientes.

Dentro dessa perspectiva, ela observa que os mercados americano e asiático possuem um nível de maturidade superior ao brasileiro. "Existem questões que precisam ser resolvidas localmente, como a qualidade da conexão à internet e a oferta mais acessível de smartphones para todas as classes sociais. Superando essas barreiras, o mercado brasileiro vai evoluir ainda mais rápido", aposta.

‘’Hoje em dia, existe uma abundância de canais, e as empresas precisam estar preparadas para se posicionar em todos eles. Mas é o usuário que decide por onde ele quer se comunicar.’’

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